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sábado, 17 de junho de 2017

DESTINO CORRETO ÀS CHAPAS DE RAIO-X

Por ocasião da 5a. edição 2017 do Programa São Bento Sempre Limpa, ocorrido nos bairros Centro e Progresso neste sábado (17), a internauta e nossa amiga querida Lisa Quint perguntou sobre o destino que deveria dar aos negativos (chapas) de exames de radiografia. Prontamente a querida amiga Bere Martins, funcionária do Hospital Sagrada Família no Setor de Radiografias, nos informou que estes materiais: exames de raios-x, podem ser entregues no hospital, no setor de RX  onde ela trabalha, e o próprio hospital se encarrega de dar o destino correto. Lembrou o quanto estes materiais são prejudiciais ao meio ambiente se descartados no lixo comum.

Vamos ler um pouco da matéria publicada no site http://www.ecycle.com.br, para entender:

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O que fazer com chapas de raio-x?

Como as chapas de raio-x contêm prata, que pode contaminar lençóies freáticos e o solo, é recomendável que você não jogue diretamente no lixo. 
As radiografias, ou raio-x como são comumente conhecidas, são muito utilizadas no ramo da medicina, para identificar traumas e lesões nos pacientes. Como esses exames são muito importantes no histórico de saúde de uma pessoa, são comumente guardados durante muito tempo, e quando já não são tão úteis, acabam sendo descartados sem o cuidado apropriado. Mas essa forma despreocupada de jogar as chapas fora faz com que elas vão parar em aterros sanitários e causem diversos problemas, pois elas contaminam o solo e o lençol freático, além de ocasionarem outros problemas.
A importância da destinação correta das radiografias se dá por dois fatores. O primeiro é que elas são feitas a partir de uma chapa de um plástico chamado acetato. E a segunda é que essa placa é coberta por uma fina camada de grãos de prata, sensíveis à luz. O plástico gera riscos para o meio ambiente, demorando mais de cem anos para se decompor na natureza, sem contar que é um derivado direto do petróleo, cuja extração traz problemas ambientais em termos de gases estufa. Já a prata, assim como outros metais pesados, é altamente poluente e prejudicial à saúde, pois se acumula no organismo, causando problemas renais, motores e neurológicos. Sua liberação no ambiente é proibida pelas normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A tabela abaixo apresenta as concentrações limites para a presença de metais pesados no meio ambiente estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente:
Resolução CONAMA no 357, 2005, Qualidade da Água

                              *Resolução CONAMA no 357, 2005, Qualidade da Água.

O perigo começa na revelação

Para tornar a imagem visível, é necessário que ela seja revelada a partir da reação de uma película de grãos de prata com a hidroquinona, um agente revelador. Em seguida, a película recebe um banho de carbonato de sódio e de bissulfito de sódio, que evita a decomposição da hidroquinona. Para que a imagem não se desfaça rapidamente, é utilizada uma solução fixadora de tiossulfato de amônio, sulfato de sódio ou EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), que remove o excesso de prata existente e que poderia reagir com a presença de luz, comprometendo a imagem. A chapa então é lavada, para remover vestígios de produtos químicos que possam estragar a película, e, em seguida, seca.
Depois de realizado todo esse processo, restam ainda muitos resíduos químicos, que são encaminhados para empresas especializadas, onde são tratados.
Reciclagem
Acontece que a chapa de raio-x é reciclável e a importância do seu descarte correto vai muito além do que você imagina. Primeiramente, esse processo evita que os componentes tóxicos contaminem o meio ambiente. Outra questão importante é a possibilidade de reutilização dos materiais envolvidos. O processo de reciclagem das radiografias mais comum acontece da seguinte forma:
1) A radiografia é tratada em uma solução de hipoclorito de sódio 2,0% (água sanitária), em que são gerados: a) Um resíduo sólido que contém a prata; b) as películas radiográficas “limpas”;
2) Em seguida, o resíduo que contém a prata é tratado com hidróxido de sódio em água e aquecido durante 15 minutos, obtendo-se o óxido de prata misturado a impurezas;
3) O óxido de prata é então aquecido em uma solução de sacarose por 60 minutos, obtendo-se a prata impura sólida e que ainda não apresenta brilho;
4) Por fim, a prata é aquecida a 1000°C por 60 minutos em uma estufa, obtendo-se a prata pura e com o brilho.
Acompanhe esse passo a passo em vídeo, clicando no link abaixo: 
Com 2,5 mil chapas de raio-x, é possível obter de 450g a 500g de prata (cada quilograma é vendido por cerca de R$ 1,2 mil). Para comprar os equipamentos e montar a estrutura necessária, é preciso um investimento de R$ 300 mil. Com o plástico, a reciclagem de 300 kg do material gera um lucro de R$ 15 mil por mês. Os dados parecem muito vantajosos, mas é importante saber que toda empresa que quiser reciclar as radiografias deve funcionar de acordo com as licenças ambientais. A água contaminada com agentes químicos utilizada no processo de obtenção da prata não deve, de maneira alguma, ser lançada sem tratamento no esgoto. Portanto, a empresa deve ter a sua própria estação de tratamento de água, para evitar que o processo se torne ambientalmente inviável.
Com o plástico resultante do processo é possível fazer diversos objetos, como embalagens. Já a prata serve como matéria-prima para joalherias, por exemplo.
Alternativas
Com a inovação da tecnologia e a tendência para a geração de imagens digitais, os tradicionais exames de raios-x podem ser feitos e processados pelo computador. Os exames radiológicos são realizados diferentemente das radiografias convencionais: utiliza-se equipamentos de digitalização de imagens e o paciente é submetido a baixas doses de radiação.
Na radiologia digital, o filme convencional é substituído por uma película sensível aos raios-x, que é lida por um equipamento moderno de computação, gerando uma imagem de alta resolução. Os exames feitos a partir desta tecnologia produzem imagens de alta qualidade, que proporcionam maior visibilidade na detecção de patologias e, com isso, diminui a repetição de exames e a exposição dos pacientes à radiação ionizante.
Assim, as chapas não precisam mais ser guardados em casa, ocupando espaço, e nem correm mais o risco de serem destinados para os aterros. É possível guardar as imagens em CDs, servidores digitais ou discos rígidos.

Guarde com cuidado suas radiografias

Segundo os profissionais da saúde, a radiografia pode esclarecer se uma doença antiga já foi curada ou não. Você deve ter cuidado ao armazenar sua radiografia. Elas podem ser guardadas em sacos plásticos ou envelopes de papel, em temperatura ambiente, sem exposição solar (o calor ajuda na formação de vapores perigosos à saúde a partir dos químicos presentes na chapa de raio-x) e longe da umidade.  "

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